Mulheres presas sofrem outras agressões, como o abuso sexual

RIO – Relatos de maus tratos de policiais contra detentas foram denunciados à Pastoral Carcerária Nacional, da CNBB. As agressões físicas e sexuais ocorreram, principalmente, dentro da Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, e foram encaminhadas ao Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público paulista.

DIREITOS HUMANOS: Tortura ainda sobrevive em presídios e delegacias do Brasil Em um dos casos, em janeiro deste ano, uma presa acusou policiais de agredi-la com golpes nas pernas, nos ouvidos e no abdome. Eles usaram até gás de pimenta para torturá-la. Em outra denúncia, uma detenta contou que, nas sessões de tortura, foi algemada com os braços para trás, recebendo, em seguida, tapas no rosto. A mesma presa revelou que outras colegas de cela são torturadas com frequência. ” A violência policial contra a mulher tem atos distintos em relação aos homens ”

A violência policial contra a mulher tem atos distintos em relação aos homens. Além da agressão física, tem o abuso sexual. Isso é o que mais dói nelas – afirma o diretor jurídico da Pastoral, José de Jesus Filho. Na Bahia, a Pastoral constatou casos de tortura e maus tratos contra presos no Conjunto Penal da Serrinha, de responsabilidade da Reviver Administração Prisional Privada.

A direção da unidade, no entanto, é comandada por servidores do governo do estado. A visita da Pastoral foi registrada em relatório, no dia 20 de março. – O diretor adjunto e o de segurança são funcionários do governo. Lá, presos ficam até três meses sem banho de sol e sem acesso ao chuveiro – disse Petra Pfaller, vice-coordenadora da Pastoral. O GLOBO não localizou ninguém da Reviver até o encerramento desta matéria.

Fonte

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Sobre nemge

O NEMGE é órgão da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo. Visa aprofundar, através de pesquisa empírica e estudos teóricos, as articulações entre gênero, etnia e classe social, especialmente no Brasil e na América Latina.
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