Petição pede fim de campos de reeducação para jovens afeminados na Malásia

Na semana passada, o mundo conheceu mais uma face da homofobia. Na Malásia, foi denunciado que 66 adolescentes eram mantidos em um campo de reeducação pelas autoridades de Educação do estado de Terengganu, no noroeste do país, por serem afeminados.

O objetivo do local que causou revolta na comunidade de Direitos Humanos internacional é fazer com que os jovens não se tornem homossexuais. Com maioria da população muçulmana, a homossexualidade é tabu no país. O sexo gay é crime segundo o código penal local e pode render até 20 anos de detenção.

 

A ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento das Comunidades da Malásia, Sharizat Abdul Jalil, quem denunciou o abuso de poder e qualificou o local como “ilegal e traumatizante”. Adolescentes passaram 4 dias no local onde participaram de um curso com aulas de religião e motivacionais. Segundo o secretário de Educação, Razali Daud, os jovens foram convidados a participar da programação e não obrigados. “Não é uma cura da noite para o dia – disse. Não podemos forçar os meninos que mudem, mas queremos fazer com que conheçam suas opções na vida. Alguns jovens afeminados acabam como travestis ou homossexuais. Queremos fazer tudo o que for possível para limitar isso”, disse Razali para a imprensa.

 

Um grupo na internet está promovendo uma petição para que os chamados campos de reeducação sejam considerados ilegais e extintos da Malásia. Estes tratamentos de reversão, como são chamados, são programas aplicados em todo o mundo, principalmente por igrejas evangélicas. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde não reconhece a homossexualidade como doença e associações de psicologia e psiquiatria de todo o mundo não podem oferecer tratamento ou cura para algo que não é uma enfermidade.

 

Assine a petição que pede o fim destes centros:

http://allout.org/pt/petition/malaysia?utm_source=All+Out&utm_campaign=a8bb41878c-Malaysia_04_28_11_Portugese&utm_medium=email

Fonte

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Sobre nemge

O NEMGE é órgão da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo. Visa aprofundar, através de pesquisa empírica e estudos teóricos, as articulações entre gênero, etnia e classe social, especialmente no Brasil e na América Latina.
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