Comentário machista de policial acaba em ‘Marcha das Vagabundas’

Por Guilherme Ribeiro, MTV Brasil

Uma declaração de um policial de Toronto, no Canadá, que sugeriu a jovens mulheres de uma universidade que não se vestissem como ‘vagabundas’ para evitar a violência sexual, foi o estopim para o levantamento de protestos feministas em diversos países.

A ‘Marcha das Vagabundas’ (‘SlutWalks’), como foi chamado o movimento, reivindica o fim do pensamento que acusa as vítimas de violência sexual como principais responsáveis por tais crimes, em razão do modo de se vestir e de supostas atitudes “sensuais”. “Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, isso independe de fazemos sexo por prazer ou por trabalho”, diz o site do movimento. Provocativas ou comportadas, cerca de 3 mil mulheres participaram da primeira marcha, realizada há um mês em Toronto.

Primeira ‘SlutWalk’, realizada na cidade de Toronto, palco da declaração do policial

Convocações via redes sociais como Twitter e Facebook têm sido essencial para o sucesso do movimento, que tem se espalhado por diversos países como Estados Unidos, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Austrália, Holanda, Argentina e Suécia. No último sábado (07), cerca de 2 mil pessoas estiveram presentes em uma “SlutWalk” realizada em Boston, nos Estados Unidos, carregando os jargões “Nós amamos as vagabundas” e “Jesus ama as vagabundas”. Outro ato, com data marcada para 4 de junho, em Londres, já conta com a confirmação de mais de 4 mil pessoas no Facebook. Vai ficar de castigo O comentário do policial Michael Sanguinetti, feito em uma palestra sobre segurança na Escola de Direito Osgode Hall, com certeza extrapolou o limite do previsível.

A repercussão do caso lhe rendeu boas advertências por parte de seus superiores na polícia de Toronto. “Disseram-me que eu não deveria dizer isso, mas as mulheres devem evitar se vestir como vagabundas, para não ser tornarem vítimas [de abuso]”, disse o policial na ocasião. Após as manifestações, o policial se desculpou publicamente. Apesar das broncas, nenhuma atitude mais drástica foi tomada e o castigo de Michael pela declaração tão infeliz não deve passar das milhares de vozes femininas gritando em sua consciência.

Fonte

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O NEMGE é órgão da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo. Visa aprofundar, através de pesquisa empírica e estudos teóricos, as articulações entre gênero, etnia e classe social, especialmente no Brasil e na América Latina.
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