Mulheres na política somam apenas 10%

O assunto foi discutido na segunda-feira (16), no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa, sob o tema “As mulheres e a reforma política”

As mulheres representam 47% de participação no mercado de trabalho, 38% estão no comando das famílias em todo o Brasil. Em Manaus 40% delas chefiam suas famílias, mas nos parlamentos elas representam apenas cerca de 10%, uma realidade que pode ser mudada com a reforma política em discussão no Congresso Nacional.

O assunto foi discutido na última segunda-feira (16), no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa, sob o tema “As mulheres e a reforma política”, evento conjunto da deputada Conceição Sampaio (PP) e da vereadora Lúcia Antony (PCdoB), ambas presidentes da Comissão dos Direitos da Mulher nas respectivas casas legislativas.

Participaram a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), deputada federal Rebecca Garcia (PP), vereadoras Lúcia Antony (PCdoB) e Socorro Sampaio (PP), prefeitos e vereadores do interior, além de autoridades do governo estadual lideranças de movimentos sociais.

A deputada federal Rebecca Garcia declarou na audiência ter ficado satisfeita com a informação divulgada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), de que aumentou o número de filiação de mulheres no interior do Amazonas. Para ela, esse é o primeiro e importante passo.

Nos vários discursos da audiência pública, falou-se da dificuldade que as mulheres têm em ser mãe e política, ao mesmo tempo, no machismo que muitas enfrentam dos próprios maridos, o fato de que muitos políticos tenham história de corrupção e escândalos e até o longo tempo que elas precisariam ficar longe dos filhos. Por outro lado, houve discurso questionando as mulheres que preferem se acomodar com o que já conseguiram e não se engajam na política partidária.

A deputada Vera Lúcia Castelo Brando (PTB), por exemplo, lembrou que, há 20 anos, ao ingressar na polícia, por meio de concurso, e se tornar delegada, sentiu de perto o preconceito dos homens policiais. Na época, havia apenas duas mulheres no cargo de delegada. “Eu pude sentir as barreiras masculinas, aqueles policiais à moda antiga, que faziam testes comigo, criando situações. Talvez por isso eu peguei a Delegacia de Roubos e Furtos, quem sabe para testar. Eu pude ver como havia machismo.

Diversos são os motivos para a tímida participação das mulheres não apenas nos parlamentos, mas também no Executivo: só em 2010 o Brasil elegeu a primeira mulher como presidente (Dilma Rousseff) e nas 27 unidades da federação, apenas três mulheres são governadoras.

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Sobre nemge

O NEMGE é órgão da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo. Visa aprofundar, através de pesquisa empírica e estudos teóricos, as articulações entre gênero, etnia e classe social, especialmente no Brasil e na América Latina.
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