Programa “USP Diversidade” quer promover os direitos humanos

Por Mariana Soares, da Agência USP

A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão criou o programa USP Diversidade, a fim de diminuir o preconceito e a discriminação e promover a diversidade em suas mais variadas formas. O professor Ferdinando Martins foi escolhido como coordenador do projeto, instituído em março deste ano. A iniciativa já era pensada desde 2010 como meio de expandir a área de promoção de direitos da Universidade.

Segundo o professor, o objetivo é promover a diversidade em vários aspectos e combater qualquer tipo de violência, sendo a questão sexual, extremamente atrelada a de gênero, a mais urgente e prioritária. O projeto pretende contemplar no futuro outras formas de diversidade, como a religiosa, a racial, a xenofobia e o preconceito contra nordestinos e demais migrantes.

O programa pretende aproveitar a contribuição e a acumulação do conhecimento dos diversos grupos de pesquisa que tratam sobre o tema, como o Núcleo de Estudos para a Prevenção da AIDS (NEPAIDS), primeiro do país a estudar homofobia, o Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero (NEMGE) e o Núcleo de Estudos da Violência (NEV). Martins conta que a USP é pioneira em pesquisa sobre o tema mas não tinha, até então, nenhum programa prático que tratasse da promoção de direitos humanos. Ele enfatiza que somente o estudo não acaba com o preconceito, embora seja importante, já que muito da discriminação vem da desinformação.

O coordenador do projeto explica que a universidade registra casos graves de homofobia desde 2005, o que apontou para a necessidade da criação do programa: “o preconceito vai contra a própria definição de universidade, vai contra o ambiente da USP e o prejudica. Há casos de evasão escolar e diminuição de oportunidades em decorrência dele”.

Mudança no cotidiano
O espaço físico do programa USP Diversidade, localizado na região das colméias do campus Butantã, está em reformas. A região abrigará outros programas de inclusão da universidade, visando uma melhor articulação entre eles. O programa, agora institucionalizado, acredita que a base para a diminuição do preconceito é a mudança no cotidiano, pretendendo trabalhar este aspecto através dos chamados multiplicadores da informação, que farão o trabalho de sensibilização nas várias unidades da USP. Martins explica que o projeto se destina a toda comunidade, mas tendo em mente que as ações sempre repercutem para fora dos portões da Universidade.

Entre os maiores desafios do programa está o de criar canais de comunicação com a comunidade. “É necessário mostrar que a pessoa tem direitos e que a universidade tem que cuidar da promoção deles. O estado de São Paulo, por exemplo, tem uma lei que penaliza a homofobia, e essa lei precisa ser mais aplicada e assistida.”, complementa o professor. Ele diz não ter ilusões de que o programa vá extinguir o preconceito, por isso eles também precisam aprender a lidar com os eventuais casos que possam surgir. Embora o programa ainda esteja no começo e o resultado seja a longo prazo, a iniciativa é de extrema importância para garantir que a USP continue a zelar pela diversidade e a promover os direitos humanos.

Mais informações: diversidade@usp.br

Fonte

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Sobre nemge

O NEMGE é órgão da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo. Visa aprofundar, através de pesquisa empírica e estudos teóricos, as articulações entre gênero, etnia e classe social, especialmente no Brasil e na América Latina.
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